domingo, 18 de dezembro de 2011

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Historial

2011 - Prometeu, a partir de Ésquilo
2010 - Terrores Caseiros, a partir de Terrorismo, Irmãos Presnyakov
2009 - Cenitas do Ricardito, a partir de Ricardo III, William Shakespeare
2008 – O Retábulo das Maravilhas, Jacques Prévert
2007 – A Missão, Heiner Müller 
2006 – Jacques o fatalista, Denis Diderot 
2005 – O paraíso não está à vista, Rainer Werner Fassbinder 
2004 – Cara de fogo, Marius von Mayenburg 
2003 – O passageiro do expresso, José Rodrigues Miguéis 
2002 – Kartoteka, Tadeusz Rósewicz 
2001 – Flatulências 
2000 – Troikadilhos 
1999 – Ah Q 
1998 – Hamlet, William Shakespeare 
1997 – Cerimonial para um massacre, Jorge Lima Alves 
1996 – Os carnívoros, Miguel Barbosa 
1995 – João Palmieri, António Larreta 
1994 – Vicenas 
1993 – Faça-se luz 
1992 – A estalajadeira 
1991 – Teatro de vanguarda/Grupo de vanguarda, Vicente Sanches 
1990 – Sopratiamélia 
1989 – Leôncio e Lena, Georg Büchner 
1989 – Em férias 
1987 – A farsa do mestre Pathelin, anónimo 
1983 – Os novos sofrimentos do jovem W 
1983 – O quarto de Elsa 
1982 – O confessionário 
1981 – Uma porta está aberta ou fechada 
1969 – As troianas, Eurípides 
1969 – Anfitrião ou Júpiter e Alcmena, António José da Silva 
1968 – O avejão, Raúl Brandão 
1966 – Três laudes 
1966 – Auto da Alma+Pranto de Maria Parda+Auto dos Físicos, Gil Vicente
1965 – Assembleia ou partida, Pedro António Correia Garção

Encenador

Ávila Costa (Ilha do Pico, 1952)

É raro, no meio teatral português, nunca dele se ter ouvido falar. Estreou-se como actor no Teatro Experimental de Cascais, em 1978. Dedicando-se à encenação e à formação, leccionou no IFICT e no Chapitô, e tem dado formação ao grupo In Impetus.
Em 1981, concluída a sua Formação de Actor pelo Conservatório Nacional de Lisboa, trabalha em companhias como o Teatro da Cornucópia, a Companhia Nacional de Teatro Popular e o Teatro Maizum, sendo dirigido por Luís Miguel Cintra, Carlos Avillez e Rogério de Carvalho, respectivamente.
Em 1983 integra, como actor, o Grupo de Teatro de Letras, tornando-se orientador do grupo com qual encenou, desde 1989, obras de autores como Miguel Barbosa, Jorge Lima Alves, Shakespeare, Tadeusz Rósewicz e José Rodrigues Miguéis, entre outros, marcando a história do GTL.
Na televisão, participou em Retalhos da vida de um médico (RTP) e Xailes Negros (RTP Açores). Em 1986, recebeu o Troféu Nova Gente para o melhor actor de televisão.

Breve História

Grupo de Teatro de Letras ou GTL(Ge.Te.eLe) é uma das companhias de teatro universitário mais antigas e mais prestigiadas de Portugal. É um grupo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Fundado em 1965, o grupo surgiu na sequência do Ciclo de Teatro de Letras, uma tentativa encoberta de criar uma associação de estudantes na faculdade, num tempo em que estas eram proibidas. Foram fundadores Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge, Gastão Cruz e José da Silva Louro entre outros. Surge pela primeira vez com a peça Assembleia ou Partida, de Correia Garção, sob orientação de Claude-Henri Frèches. Apresentando desde então peças que primavam pelo seu espírito académico, subversivo e experimentalista, opondo-se ao regime Salazarista.
Teve uma actividade marcante para o teatro e para o meio universitário durante a crise académica de 1969. Durante esse período contou com a participação Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo e Eduarda Dionísio, que se estrearam no grupo e, a partir dele, fundaram o Teatro da Cornucópia.
Pelo GTL passaram também outros nomes, como Maria do Céu Guerra, Lindley Cintra, Luís Lima Barreto, Manuel Gusmão, João Meireles, entre outros.
No início dos anos 80, o GTL trabalha com os encenadores Paulo Matos, Eugénia Vasques e João Grosso. E após um interregno, o grupo renasce com Ávila Costa, em 1989, ganhando um carácter de formação pessoal e de escola de teatro.
Ressurge assim o espírito contestatário no grupo que participa, regularmente, em festivais de teatro universitário, nacionais e ibéricos. No FATAL, onde está presente desde a primeira edição, foi-lhe atribuída uma Menção Honrosa com a peça Jacques, o Fatalista, pelo trabalho do colectivo de actores, apresentado em 2006; em 2007 ganhou o prémio FATAL – Cidade de Lisboa, com a apresentação da peça “A Missão” de Heiner Müller e em 2008 é atribuída a Menção Honrosa pela eficaz direcção de actores na peça “Retábulo das Maravilhas” de Jacques Prévert.
Esteve sediado no Auditório da Cantina Velha da Universidade de Lisboa e tradicionalmente, todos os colaboradores do grupo, desde os interpretes até aos técnicos, com excepção do encenador, são estudantes das mais diversas faculdades da Universidade de Lisboa.