domingo, 18 de dezembro de 2011

Breve História

Grupo de Teatro de Letras ou GTL(Ge.Te.eLe) é uma das companhias de teatro universitário mais antigas e mais prestigiadas de Portugal. É um grupo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Fundado em 1965, o grupo surgiu na sequência do Ciclo de Teatro de Letras, uma tentativa encoberta de criar uma associação de estudantes na faculdade, num tempo em que estas eram proibidas. Foram fundadores Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge, Gastão Cruz e José da Silva Louro entre outros. Surge pela primeira vez com a peça Assembleia ou Partida, de Correia Garção, sob orientação de Claude-Henri Frèches. Apresentando desde então peças que primavam pelo seu espírito académico, subversivo e experimentalista, opondo-se ao regime Salazarista.
Teve uma actividade marcante para o teatro e para o meio universitário durante a crise académica de 1969. Durante esse período contou com a participação Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo e Eduarda Dionísio, que se estrearam no grupo e, a partir dele, fundaram o Teatro da Cornucópia.
Pelo GTL passaram também outros nomes, como Maria do Céu Guerra, Lindley Cintra, Luís Lima Barreto, Manuel Gusmão, João Meireles, entre outros.
No início dos anos 80, o GTL trabalha com os encenadores Paulo Matos, Eugénia Vasques e João Grosso. E após um interregno, o grupo renasce com Ávila Costa, em 1989, ganhando um carácter de formação pessoal e de escola de teatro.
Ressurge assim o espírito contestatário no grupo que participa, regularmente, em festivais de teatro universitário, nacionais e ibéricos. No FATAL, onde está presente desde a primeira edição, foi-lhe atribuída uma Menção Honrosa com a peça Jacques, o Fatalista, pelo trabalho do colectivo de actores, apresentado em 2006; em 2007 ganhou o prémio FATAL – Cidade de Lisboa, com a apresentação da peça “A Missão” de Heiner Müller e em 2008 é atribuída a Menção Honrosa pela eficaz direcção de actores na peça “Retábulo das Maravilhas” de Jacques Prévert.
Esteve sediado no Auditório da Cantina Velha da Universidade de Lisboa e tradicionalmente, todos os colaboradores do grupo, desde os interpretes até aos técnicos, com excepção do encenador, são estudantes das mais diversas faculdades da Universidade de Lisboa.

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